adolescência
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9 de abril de 2015

Sonhando antes de dormir

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Todas as noites, deitada da minha cama, esperando o sono chegar, sonho acordada. Imagino uma vida totalmente diferente. Uma vida que deveria começar com "Era uma vez..." e claro, terminar com "... felizes para sempre.".

Nesses momentos esqueço todos os problemas do dia, da semana, do mês, do mundo... É eu e minha imaginação, é a minha imaginação e eu. É uma hora em que posso ter o abraço e beijo do carinha que estou afim, dar o fora e falar "umas boas" com o carinha feioso que brincou comigo e quando posso escrever todos os textos e histórias que tanto crio na minha cabeça.

Não tem medo, não tem raiva, não tem inveja. É tudo tão perfeito que pego no sono tranquilamente. No outro dia, fico pensando em como posso alcançar aquela perfeição. Claro, calma, tenho a consciência que na vida real existem "as pedras", porém, tenho a ilusão de quando a gente alcança os nossos sonhos e objetivos os maiores problemas da vida se transformam em poeiras; partículas bem pequenas se comparando com a nossa felicidade.

Estou em busca disso: do alcance da minha felicidade, dos meus sonhos e objetivos. Dos meus problemas do tamanho de partículas.

Ah, e estou aqui também torcendo para a minha pessoa encontrar o que busco.

Ana Cristina Rocha

1 de março de 2015

Um desabafo afogado


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Sabe o que aconteceu, moça? Ele me deixou! Sim, me deixou aqui com todas essas conversas, pensamentos, sonhos e sentimentos. Ele simplesmente foi, não disse nada, não deixou uma mensagem, apenas foi pra não voltar mais.

Estou sozinha aqui, moço. Confesso que por muito tempo fiquei aqui para esperar ele voltar, ah sei lá, vai que ele tenha mudado de ideia? Mas agora vejo que isso não ocorreu e não duvido nada que ele já esteja em outra. Ah, sim, com certeza está, moço, as coisas pra ele sempre foram mais fáceis. Ele é calmo, sabe controlar suas emoções, parte pra outra fácil. Eu não sou assim, veja só: agora que fui ver que ele não vai voltar!

Ah, moça, não sei o que fazer. Foi tudo tão rápido! Eu sempre fui mais lerdinha pra entender as coisas, sabe... Principalmente agora! E ele que me prometeu sinceridade sempre. Acredita que fizemos essa promessa um para o outro!? Puft, parece que isso nunca aconteceu.

Que saco! Juro que não entendo, moço. Há uma semana estava tudo tão lindo, um completava o outro, eu estava feliz. Sério, acho que você nem me reconheceria na semana passada. Estranho não é!? Ok, na quinta a gente se viu, ele ficou falando do nosso futuro, do nosso convívio... Ele estava falando que isso iria ocorrer, ele mostrava que queria isso e que estava feliz com esse pensamento. Eu embarquei nessa, né. Amei saber que ele pensava em estar comigo por um bom tempo. E a gente ia sair no outro dia!

Ai, desculpa, moça. Prometi para mim mesma que não vou chorar. Na sexta, eu senti uma mudança. Eu estava insegura, cheguei até ter crise que não tinha há muito tempo. Aaaah, coisas de baixa autoestima... E ele não respondia meu contato e quando finalmente respondeu, falou pouco. Nossa, aquilo só me fez piorar. E não, moça, a gente não saiu.

Pensando aqui, agora, parecia que eu tive um pressentimento, sabia que algo estava para acontecer entre a gente. Lembro de não aguentar mais sentir isso moço, aí perguntei pra ele o que era, se era sobre o nosso encontro... Ele falou que estava bem, que não tinha nada haver, que ele só estava caladão no dia mesmo. Depois disso, ele começou a brincar comigo, aquela coisa de "sim, você é", "não, você que é".

Eu pensei: "Ele voltou!" e que estava tudo certo novamente, moça. Ele voltou a puxar papo né, até que parou nosso papo pela metade, mas como estava com  sono, nem liguei muito, como antes, entende? No outro dia, acordei cedo, saí para fazer compras, é foi uma tarde legal, eu estava feliz e estava tendo o meu momento. Naquela tarde eu sentia que tudo estava ocorrendo bem, até encontrei a saia que estava louca com ela, acredita!? Cheguei em casa, e ele tinha sumido.

Como assim "sumido", moço? Sumiu! Evaporou. Ele sumiu do meu celular, sumiu do meu bate papo. Foi um choque para mim. Estava sozinha ali. Foi assim no domingo também. Até que na segunda ele reapareceu no meu celular, encontrei com ele. Ele me viu! Eu sei que viu! Mas se eu não tivesse o cumprimentado, pareceria que não nos conhecia.

Eu não conseguia entender, moça. Ainda não consigo, moço. À noite puxei um papo com ele, mas não deu muito certo, foi pior que na sexta. E assim, moça, ele me deixou. Não falou mais nada. Estou sozinha aqui, moço, com o todo o nosso histórico. Sabe o que estou pensando agora, moça? O que vai ser dos nossos sonhos? Vão ficar no escuro como se nunca tivesse sido planejado e comentado? Ah moço, não sei o que sinto. Ele se foi, sei que tenho que levantar daqui, um dia eu vou fazer isso... Mas, agora...

Obrigada por me ouvir, eu tento fazer como ele: não sentir, ficar calma, me controlar. Porém... Ele pelo menos poderia voltar para dar um "tchau", você não acha? 

Ei, você! Mais um copo, por favor. 

Ana Cristina Rocha

23 de junho de 2014

Resenha: Filme "Malévola"



É bem provável que todo mundo conhece Malévola, a temida vilã que não é  convidada para o batizado da pequena princesa Aurora e que roga uma maldição na bebê: quando a bela princesa completasse 16 anos, teria seu dedo espetado em uma roca e cairia em sono profundo por toda a eternidade, e a solução seria um beijo de amor verdadeiro. Aurora fica sendo conhecida então, como a Bela Adormecida. Essa é uma história clássica que é contada na nossa infância e adaptada pela Disney em 1959.
 Trailer



Entretanto, será que essa é a verdadeira história? E por que será que há tanta maldade e rancor em Malévola? Toda aquela raiva é apenas "por não ter sido convidada para a festa"? O novo filme live-action (filme que mistura animação e humanos) da DisneyMalévola, traz as respostas para as nossas perguntas.


O filme conta a infância e a adolescência da poderosa fada e guardiã dos Moors interpretada por Angelina Jolie.  Com a história em uma versão um pouco diferente da clássica, o filme nos revela  os verdadeiros sentimentos, emoções e até mesmo quem é a verdadeira vilã que assombrou a infância de muitos. Uma nova versão bem criativa e mesmo sendo uma história de fantasias possui emoções que se condiz com a nossa realidade:


Durante sua infância, Malévola conhece Stefan (Sharlto Copley), um pobre camponês que se torna melhor amigo e paixão da fada. Mas Stefan se torna um homem extremamente ambicioso e para casar com a princesa e se tornar rei, acaba traindo, ferindo e magoando Malévola, fazendo com que ela se torne sua maior inimiga, uma fada rancorosa  e faz com que quando a filha de Stefan nasce, a princesa Aurora (Elle Fanning),  a poderosa fada rogue a famosa maldição que todos conhecem e citada acima. Ah, vale dizer que os seres mágicos e os humanos são inimigos e isso "ajuda" com que o ódio de Malévola seja ainda maior.
  



Uma coisa que é impossível não comentar é a excelente atuação de Angelina Jolie que soube muito bem representar a frieza, as dúvidas e transmitir as emoções de sua personagem para o público. Provavelmente, nas mãos de outra atriz, a protagonista e filme não teriam as mesmas forças e repercussões que teve. Jolie literalmente "rouba a cena", é bem provável que em muitas cenas a sua atenção estará apenas em Angelina/Malévola. Já Aurora... a Elle Fanning atua bem, sim, ela sabe transmitir a delicadeza e inocência da princesa para nós, mas confesso que fiquei um pouco enjoada e incomodada com a excessiva inocência de sua personagem.


O filme tem efeitos especiais excelentes (orçamento bem gasto) e um roteiro tocante em que retrata bem o jogo de amor e ódio. A maior mudança da história foi realmente a forma que o amor é demonstrado. Assim como em Valente e  em Frozen (duas animações dos estúdios Disney), o roteiro nos mostra um amor diferente do que a Disney estava acostumada a demonstrar nos seus filmes. Agora existe um amor "real", sem aquela fantasia toda, um amor que vemos nos nossos dia-a-dia, que todos têm o contato.  Por favor, esqueça aquela coisa de príncipe e princesa "para sempre", aquele velho e famoso amor idealizado, e principalmente  esqueça das "mulheres frágeis". Como também nessas duas animações, conseguimos enxergar o pensamento feminista de que a mulher é sim capaz de liderar e de ser independe - outro pensamento contrário que também se era mostrado às crianças de antes - na protagonista.

Já o final... Bom, mesmo gostando dele, achei-o meio fraco em relação ao restante das cenas e roteiro do filme. Poderiam ter trabalhado mais nele. Mas eu gostei do que aconteceu ( e o que não vou contar aqui, né...)

Super recomendo. Minha nota é 9,5.

E você já assistiu o filme Malévola? O que achou? E o que achou da resenha? Conte nos comentários!

Até, 

Ana Cristina Rocha

26 de janeiro de 2014

Resenha: Filme "Confissões de Adolescente"

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Eu e as meninas da minha sala estávamos doidas para ver Confissões de Adolescente. Resolvemos então ir ao cinema depois da aula. Assisti e resolvi escrever uma resenha dele, percebi que muitas pessoas tem interesse em vê-lo também.

Trailer

O filme, Confissões de Adolescente, é uma adaptação de uma série de TV brasileira (com o mesmo nome) exibida pela TV Cultura há 20 anos que, por sua vez, foi baseada em uma peça da autora brasileira, Maria Mariana

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Confissões de adolescente "gira ao redor" de quatro irmãs: Tina (Sophia Abrahão), Bianca (Isabella Camero), Alice (Malu Rodrigues) e Carina (Clara Tiezzi) – irmãs citadas por ordem da idade. Cada uma está passando por uma fase diferente, de mudança e marcante na vida de uma pessoa, principalmente para uma garota.

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Tina está no inicio da faculdade, saindo da casa do pai, ganhando sua liberdade e responsabilidade. Bianca está decidindo o seu futuro, se aceitando e descobrindo seus verdadeiros amigos. Alice está perdendo sua virgindade. E finalmente, Carina, a caçula, está "virando mocinha". Além disso, as irmãs estão em fase de mudança dentro de casa também, economias, consciência e cooperação deverão começar a nascer.

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A linguagem e cenas do filme são bem adolescente mesmo. Uma garota nessa fase realmente vai entender com uma das quatro irmãs (ou todas), não tem como escapar. Tudo que envolve uma vida - relacionamentos, descobertas, aceitação, amigos, diversão, bullying e outras coisas - de uma menina é citado no filme.

No geral eu gostei do filme. Entretanto, acho que alguns assuntos poderia ter sido mais... Como posso disser... aproveitados e trabalhados. O filme poderia ter se estendido mais um pouquinho também e ter contado mais umas coisinhas.


Agora, uma coisa que fiquei cafufada foi a classificação do filme, 12 anos. Durante o filme, como quase todo filme brasileiro, existe muitos peitinhos, algumas linguagens bem "wow" e longas cenas de sexo. Sei lá, acredito que a classificação ideal seria uns 14 anos.

Considero o filme bom, minha nota é 7.5. Recomendo para adolescentes, tenho uma impressão que o filme não vai agradar uma pessoa mais "madura", como já disse antes ele é bem "adolescente" - só reforçando.

Quem aqui vai assistir? E quem já assistiu, o que achou? Comente para conversarmos sobre!

Abraços e até,

Ana Cristina Rocha 

7 de janeiro de 2014

Resenha: Filme "O verão da minha vida"



Trailer: 



Duncan (Liam James) é um menino não muito social, que tem os pais divorciados e foi passar suas férias de verão na casa de praia do namorado, Trent (Steve Carell),  de sua mãe, Pam (Toni Collette) - e por sinal, o seu padrasto é um cara que ele odeia. Ele ~Duncan~ tem absoluta certeza que será um dos piores verões de sua vida e sua verdadeira vontade era ficar com o pai.

Bem, mas dessa ele não pode escapar e lá estão eles + a filha irritante do "padrastro", Steph (Zoe Levin), na praia. Para escapulir do tédio e do desconforto em casa, Duncan passa seu tempo pedalando na cidade até que um dia, ele chega em um parque aquático local. E tudo “vai mudar”.


Nesse parque aquático,  Water Wizz, o garoto "conhece" o gerente Owen (Sam Rockwell), um cara divertido e imaturo que vai se tornar um grande amigo de Duncan. Owen acaba contratando Duncan e logo ele conquista os clientes e funcionários do parque.

Water Wizz realmente vira um refúgio para o garoto, lá é o lugar onde ele é ele mesmo, é feliz, tem amigos e diversão. Em casa as coisas começam a ficar tensas de um modo que seu verão acaba terminando mais cedo e depois dessa viagem, sua vida e o próprio rapaz, mudam.


O filme é a estreia de Nat Faxon e Jim Rash na direção. E apesar de ser bem comum filmes com esse tema: a difícil fase, mudanças e transições da adolescência, “The way, way back” (título em inglês) é um filme bem legal. Tem momentos bastante engraçados e o jeito que a história se desenrola é boa.  Apesar de ter gostado do filme, o final eu queria mais e teria feito um pouco diferente. u.u


Eu me identifiquei com o filme e acredito que quem está na adolescência e às vezes se sente um pouco "perdido" vai identificar também. O filme vai acabar marcando algumas pessoas, com certeza - e acho que eu sou uma dessas. Depois de ter assistido, fiquei pensando sobre a minha felicidade, as minhas atitudes, o meu "quem sou eu", sabe, na minha vida em geral.  Como disse, acabei identificando com "O verão da minha vida". Além disso, o filme me deu muita vontade em ir a um parque aquático, hahaha.

Recomendo. Minha nota é 9.

Quem aí já viu? E quem vai assistir?

Até mais,

Ana Cristina Rocha
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Maira Gall