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9 de abril de 2015

Sonhando antes de dormir

Fonte

Todas as noites, deitada da minha cama, esperando o sono chegar, sonho acordada. Imagino uma vida totalmente diferente. Uma vida que deveria começar com "Era uma vez..." e claro, terminar com "... felizes para sempre.".

Nesses momentos esqueço todos os problemas do dia, da semana, do mês, do mundo... É eu e minha imaginação, é a minha imaginação e eu. É uma hora em que posso ter o abraço e beijo do carinha que estou afim, dar o fora e falar "umas boas" com o carinha feioso que brincou comigo e quando posso escrever todos os textos e histórias que tanto crio na minha cabeça.

Não tem medo, não tem raiva, não tem inveja. É tudo tão perfeito que pego no sono tranquilamente. No outro dia, fico pensando em como posso alcançar aquela perfeição. Claro, calma, tenho a consciência que na vida real existem "as pedras", porém, tenho a ilusão de quando a gente alcança os nossos sonhos e objetivos os maiores problemas da vida se transformam em poeiras; partículas bem pequenas se comparando com a nossa felicidade.

Estou em busca disso: do alcance da minha felicidade, dos meus sonhos e objetivos. Dos meus problemas do tamanho de partículas.

Ah, e estou aqui também torcendo para a minha pessoa encontrar o que busco.

Ana Cristina Rocha

26 de fevereiro de 2015

Muro entre a gente


Ultimamente ando me arrastando sempre com um pé pra trás. A insegurança anda me perseguindo e o medo me assombrando. Quero logo resolver isso, querido, sejamos francos: algo está acontecendo. Eu sinto que algo acontece.

De repente é como se tivessem construído um muro entre a gente, a minha certeza se foi e as experiências do passado falam que será como das outras vezes. Será possível uma vez dar certo?

Peço um sinal, que seja um “Oi” se quer ou um “Tchau” qualquer. Peço palavras, peço a sinceridade prometida e cumprida dessa vez, pelo menos dessa única vez. Peço liberdade dessa agonia, desse orgulho, dessa insegurança.

Digo que estou pronta para o que der e vier. Seja lá o muro que for, seja de cimento, de barro, uma barragem de troncos ou uma simples cortina que nos esconde um do outro. Estou pronta para entender o que nos separa; o que nos derruba ou apenas, que seja, superar o que houve entre a gente.

Ana Cristina Rocha 

24 de agosto de 2013

Citando: "Crônica do Amor"


Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco. Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
O autor: Arnaldo Jabor – Nascido aos 12 de dezembro de 1940 é um cineasta, crítico e escritor brasileiro. Participou do movimento do Cinema Novo, com o documentário Opinião Pública.
Mas o contexto político da época fez com que ele modificasse sua obra comprometendo assim o entendimento e a qualidade dela. Seus filmes seguintes analisam o comportamento humano sempre com muita sátira e ironia, arcastes no seu estilo.
A partir dos anos 90 retomou sua carreira de jornalista, onde ainda hoje é comentarista de diversos jornais. Também tem vários livros publicados, sem perder o seu característico humor ácido, nem o tom crítico. (Fonte: O pensador)

21 de julho de 2013

Citando: "Seja Um Idiota"


A idiotice é vital para a felicidade.

Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.

No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.

Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.

Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo,soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça? hahahahahahahahaha!...

Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor ideia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?

É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí,o que elas farão se já não têm por que se desesperar? Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não. Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa. Dura, densa, e bem ruim. Brincar é legal. Entendeu?

Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço,não tomar chuva. Pule corda!

Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte. Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável. Teste a teoria. Uma semaninha, para começar. Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são: passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir... Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!

Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?

A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!

O autor: Arnaldo Jabor – Nascido aos 12 de dezembro de 1940 é um cineasta, crítico e escritor brasileiro. Participou do movimento do Cinema Novo, com o documentário Opinião Pública.
Mas o contexto político da época fez com que ele modificasse sua obra comprometendo assim o entendimento e a qualidade dela. Seus filmes seguintes analisam o comportamento humano sempre com muita sátira e ironia, arcastes no seu estilo.
A partir dos anos 90 retomou sua carreira de jornalista, onde ainda hoje é comentarista de diversos jornais. Também tem vários livros publicados, sem perder o seu característico humor ácido, nem o tom crítico. (Fonte: O pensador)

26 de abril de 2013

Músicas dos anos 80 e postes iluminados



Ando pela cidade à noite, me sinto gente grande, me sinto livre, sem papai e mamãe para falar depois na minha cabeça, sem namorada para reclamar, sem hora para voltar. É como uma cena de um filme, é como se fosse uma outra realidade.

Vejo as poucas estrelas que aparecem no céu, sigo a lua, vou andando pelas ruas balançando meus braços exageradamente para frente, para trás. Estou sozinho, a cidade é minha. O trânsito está engarrafado, os carros buzinam, os ônibus e metrôs estão lotados, e pouco me lixando, pois eu estou no comando da rua.

Mesmo sendo noite, uso óculos escuro e uma jaqueta de couro, vejo as luzes dos postes, elas me iluminam, os faróis do carro deixam o meu caminho iluminado. Vou desfilando debaixo dos letreiros luminosos das lojas. Meus passos são como o ritmo da música que toca nos meus fones de ouvido. E assim vou andando no centro da cidade.

Meus ombros não ficam quietos, minha cabeça vai olhando para todas as direções. Cumprimento cada pessoa que passa ao meu lado, muitas estão correndo e nem respondem, mas eu não ligo continuo caminhando pela minha rua, estou de bem com o mundo.


Dou uma parada, dou uma dancinha, adoro músicas dos anos 80. Chegou o refrão, as gatinhas me olham e eu, claro, abaixo os meus óculos e dou uma piscadela. Elas riem, me acharam uma graça, eu sou uma graça. Recomeço a andar, não tenho algum lugar definitivo para chegar, apenas vou andando, já mudou de música,  nem ligo, estou de bem comigo mesmo.

Ando pela cidade à noite, sinto que sou rei, sinto que sou o astro. Vou pensando como seria bom se todo mundo se sentisse como eu. Ando pela cidade à noite, debaixo de todos os letreiros e postes brilhantes, com o trânsito um caos, com pessoas nervosas em todos os lados, mas eu nem ligo, porque estou andando pela cidade à noite e me sinto gente grande, me sinto livre, me sinto mais eu.

Ana Cristina Rocha

21 de abril de 2013

Salvação de um baile


 

Em um baile de escola, casais apaixonados dançam juntos, coladinhos um no outro, ao som de uma música calminha. No canto do ginásio, um grupo de amigos olham para a cena com um olhar de nojo e vários pensamentos desagradáveis passam na cabeça de cada um. "Cadê a diversão?", eles cochicham entre eles.

A música romântica - finalmente para o grupo e infelizmente para os casais - acaba. Começa então uma música bem agitada. Os casais se separam e dançam de uma forma “comportada”, já o grupo começa a gritar, e se aglomeram no meio da pista. Eles empurram os casais sem dó, e formam duas fileiras, de um lado as meninas e do outro os meninos.

Os meninos começam a dançar de uma forma totalmente estranha, as meninas riem, batem palmas e começam a dançar igualmente. Eles se agrupam no meio, se separam quase que ocupam toda a pista. Vários dançarinos zombam e vários reclamam, mas eles não ligam: agora é o momento deles.

Confesso que a cena é muito engraçada; braços e pernas voam por todo lado, gritos de felicidade saem de seus lábios. A festa de uma hora pra outra ficou ótima, eles não tem mais o que reclamar. Muitos achavam ridículos, mas ao pouco, outras pessoas entraram no ritmo deles. Mais braços, mais pernas e mais gritos aparecem pela pista.

Então chega o final da música o grupo olha ao redor deles, todos estavam dançando freneticamente, assim como eles, as pessoas não estavam se importando de que aquilo era pura idiotice e uma grande bizarrice. "Isso que é baile bom!", pensavam eles, todos dançam, todos de divertem e o mais importante: de uma forma igualmente.

Então a próxima música começa, e adivinha: uma outra melosidade. Os casais não se importam e lotam a pista com abraços e beijinhos, “uma cena que dá até vontade de vomitar”. Parecia que ninguém se lembrava de alguns segundos atrás e a Turma Animada fica revoltada, será que ninguém percebeu que música legal é a que todos dançam? Mas ninguém nem prestavam atenção neles, afinal, eles eram apenas 6: 3 meninas e 3 meninos. Assim, eles arrumaram uma solução. Cada um pegou o seu fone de ouvido que havia no bolso e bolsa de cada – uma coisa incomum afinal, eles estavam em um baile, não é? –, colocaram a música no último volume e foram para o meio da pista.

No meio de uma pista de dança, ao som de uma música "melosa" com vários casais apaixonados ao redor, um grupo de amigos dançam loucamente. Claro, ninguém entendia, era uma cena bizarra, a dança deles não batia com a música do local. E assim eles dançaram a noite toda. Fim.

Ana Cristina Rocha

20 de março de 2013

Quero que você saiba dessa carta.


Quero que você saiba que todos os momentos que passamos juntos foi os melhores de minha vida, foram perfeitos, mesmo aquelas discussões por motivos idiotas. Sabe por quê? Porque era os nossos momentos, era nós dois ali, vivendo, juntos. Eu daria tudo para ter eles de volta, daria tudo para poder estar discutindo com você, para poder te abraçar, te beijar. Daria tudo para o passado virar o presente.

Quero que você saiba, que por mim estaríamos agora abraçados, enrolados num coberto quentinho, deitados no sofá e assistindo o nosso filme favorito, continuando a nossa historia linda de amor. Por mim, essa historia nunca teria uma pausa, não teria essas lágrimas em meu rosto, em meus olhos. Mas, não pode acontecer tudo que eu quero, tudo que eu desejo, porque os seus desejos são outros, são os opostos dos meus. Com isso existe essa pausa na nossa linda história, por isso existe um coração partido, por isso existe lembranças e por isso existe lágrimas sendo derramadas neste momento.

Quero que você saiba, que eu estou sofrendo - e muito - por causa de sua decisão, também quero que saiba que vou recuperar, vou encontrar alguém que cure as minhas feridas - por mais que neste momento eu quero que este alguém seja você - eu vou encontrar alguém digno de meu coração, alguém que não o machuque como você fez. E quando você me ver que eu estou feliz com alguém - que não é você -, que eu me recuperei, você vai se arrepender de ter me magoado, de ter me deixado e então será tarde demais para a nossa história. Por isso, pense apenas mais uma vez. Pense o quanto éramos felizes e que ainda dá tempo de continuarmos a ser.

Quero que você saiba, que eu te amo e que eu ainda não desisti de você.
                                                                                   
De: Eu
Para: Você.

15 de março de 2013

A grande batalha com o novelo de lã azul


É dia, mas não estou com a mínima para fazer nada, a preguiça me possuiu, mesmo assim, sinto que lá no fundo estou com uma vontade de fazer algo. Mas o que? Comer?  Brincar? Acho que aqui não tem nada de interessante. Olho ao meu redor, e... Nada. Como eu tinha pensado, não tem nada que me dispersa e que consiga vencer a minha forte e poderosa preguiça. Permaneço deitado e acabo pegando num cochilo.

Dormir em plena 3 horas da tarde estava sendo uma maravilha, por um momento. Então... Algum barulho. Abro uma fresta dos meus olhos e viro a minha orelha para direção do  som. Algo interrompeu meu sono tedioso e maravilho - sono bipolar -, mas não a minha preguiça, era apenas a Dona Fifi - Senhora Fifi, Madame Fifi, Mamãe Fifi, Minha Dona Fifi, apenas Fifi, ou qualquer outro nome que você queira chamá-la -, chegando à sala. Ela olha para mim e sorri, um sorriso carinhoso, aconchegante, é eu gosto dela. Ainda assim, viro e fico com a barriga para cima.

Percebo um movimento na minha lateral direita. Opa! Rapidamente abro meus olhos e fico em uma posição de modo que eu consiga observar o que é. É redondo, azul, meio peludo e interessante o suficiente para romper minha preguiça: uma bola de lã.

Fico encarando o novelo, para ter a real certeza que aquilo vale a pena o meu gasto de energia, sabe como é, tem que valer muito a pena. Fico observando, observando, já estou vendo que não vale a pena, novelo desinteressante. Começo a voltar para minha posição confortável, e ocorre um movimento. A lã começa a fazer um movimento ritmado, movimento interessante, excitante. Sim! Mil vezes, esse novelo merece todos os meus movimentos. Será guerra! Chano X Lã Azul. Quem vence essa batalha?

Preparo minha incrível posição de ataque. Foco apenas naquele bolinho azul. Calculo e... Ataco! Salto perfeito, certeiro. Ponto para Chano. Dou alguns golpes, mostro quem sou. E recuo. O novelo ainda se movimenta. Preparo e ataco novamente.

Mordo, chuto, uso todo o poder das minhas afiadas unhas, ou melhor, garras. Recuo e observo. Ele ainda se movimenta, mas não posso afirmar que ele está perfeito; tem fiapos saindo de todos os lados, ótimo trabalho o meu, mais um round e venço!

1...2...3... e... MIAAAAW, estou em cima do inimigo. O meu sangue está correndo nas minhas veias cheio de adrenalina. Agarro o inimigo e dou golpes mortais, arranho, mordo, desfio, chuto, jogo para cima, faço tudo que eu consigo fazer.

"Chaaano". Ops, algo errado. Olho para cima e... Essa não um chinelo está vindo na minha direção! Recuar, recuar! Corro e me protejo. Fico escondido debaixo do sofá de modo que ainda dá para ver o meu derrotado inimigo, O Novelo De Lã. Venci. Bom trabalho. A vitória vai para o magnífico e poderoso Chano.

Então cansado e com preguiça novamente, caminho até a minha confortável almofada, atento com os perigosos movimentos da minha furiosa dona, Fifi.

Ana Cristina Rocha

13 de março de 2013

Nosso passado...


E lá fui eu te disser tudo que sentia por você. Você ficou surpreso depois de ouvir e disse que não queria me magoar e que você gostava de outra pessoa, mas que sempre iríamos ser amigos e você faria de tudo para eu me sentir bem. É, eu sabia que você gostava de outra pessoa, fui a primeira a saber ou melhor a descobrir né, lembra? Eu torcia por você, porque eu sabia que isso iria te deixar feliz e tudo que eu mais queria era ver você feliz. É, eu acreditei em você quando você disse que nós sempre seriamos amigos, lembra que você disse isso? Eu torcia para que isso desse certo.

É, só de você me disser que faria de tudo para eu me sentir bem e não sofrer por causa de você - por mais impossível que seja -, eu me senti bem. Isso mesmo, eu me senti bem naquela hora: você me reconfortou, eu desabafei e você sabia tudo o que eu sentia e você continuou ao meu lado. AH, por mais impossível que seja, eu estava feliz, só o fato de você continuar sendo meu amigo, só o fato de você estar ao meu lado, só o fato de poder tocar em você, só o fato de você me reconfortar sempre e só o fato de você continuar a contar seus segredos para mim isso me deixava feliz, continuarmos tendo “nossa vida normal”. E eu tinha esperanças que ainda podíamos dar certo, você dizia que até gostava de mim, que eu era legal e ficava me elogiando, além disso eu ficava ouvindo e lendo algo do tipo “o amor mais lindo é aquele que começa de uma grande amizade” isso alimentava minhas esperanças - e você nem imagina o quanto - então, me iludi. É, iludi.

Mas. Infelizmente vem esse mas, você começou a me magoar, você começou a se afastar de mim, você começou a me ignorar, você começou a não querer conversar comigo e você deixou de ser meu amigo e eu tentei lutar contra isso, eu tentava normalizar nossa amizade… Um dia fui fazer cócegas em você - eu vivia fazendo em você - e você simplesmente disse “Não encosta em mim!”. Nossa, isso foi como uma faca enviando em meu coração, na verdade, isso foi uma faca enviando em meu coração. Depois disso eu chorei, chorei, chorei. E desisti de lutar por você, eu deixei você se afastar por completo, porque você não era mais o meu amigo. Hoje, você nem sequer me dá um “oi” e o que sobrou de toda a nossa amizade - e do meu amor - foi lágrimas, um coração partido e lembranças - isso da minha parte, porque da sua acho não sobrou nada.

Eu fico me perguntando se você senti minha falta e se arrepende de ter se afastado de mim, eu fico me perguntando se você afastou de mim porque eu gostava de você mais do que amigo, porque eu o desejava. Eu não sei das respostas, mas sei que se eu pudesse voltaria ao tempo eu tentaria fazer diferente, não sei bem o que mudaria, porém, eu faria de tudo para ter o seu abraço, para ter o seu sorriso, as suas conversas, o seus momentos e os seus sentimentos. Eu faria de tudo para ter você de volta e como meu melhor amigo.

10 de janeiro de 2013

Citando: A ditadura da felicidade


Para mim, felicidade é a busca da felicidade. Ou melhor: felicidade é ter direito à busca da felicidade. Os fundadores dos Estados Unidos foram muito felizes ao enunciar na declaração de independência americana: todo homem tem direito à busca da felicidade.

E felicidade não é sinônimo de alegria, você pode muito bem ser feliz e estar triste, ou alegre. E para ser feliz não é preciso fechar os olhos para o sofrimento alheio, que tantas vezes nos rodeia. A felicidade não está na indiferença.

A felicidade não estava nos planos da natureza, é uma invenção humana. E não existe felicidade obrigatória, ou uma única receita para a felicidade, felicidade é algo pessoal e sim, às vezes, transferível. Poucas coisas nos fazem mais felizes do que ver quem a gente ama feliz. Quer saber? Não se chega nunca à felicidade, a felicidade está no caminho. Eu, por exemplo, sigo em frente, felizmente.

Este texto é uma das crônicas do apresentador Pedro Bial, texto que encerrou o debate da felicidade do programa Na Moral... E o que tenho a falar  sobre o texto é o seguinte: essa crônica fala tudo! Eu achei lindo, concordo plenamente com o que foi dito nela e ponto final.

Assim como os outros textos de Bial, você para refletir o que foi dito após de ler... E a felicidade - o assunto desta crônica -, acho que é um assunto que sempre deve ser refletido, pois, acredito eu, a felicidade é o que move os nossos dias, a nossa vida e o que nos fortalece. Sempre, SEMPRE, devemos deixar a felicidade entrar no nosso caminho. Por isso, escolhi este texto para postar aqui no blog, para que você leia e pare para pensar... :D 

O autor: Pedro Bial nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 1958. Se formou como jornalista pela PUC-Rio, em 1980 e ainda nessa década iniciou sua carreira na Rede Globo.
Primeiro foi correspondente internacional em Londres, por oito anos, tendo a oportunidade de cobrir eventos internacionais importantes, como a Guerra do Golfo e a queda do Muro de Berlim.
Já na década de 90, Bial passou a comandar o programa de domingo da emissora, o Fantástico. Mas, o jornalista também desenvolveu projetos no cinema (filme “Outras Estórias” e o documentário “Os nomes de Rosa”) e na literatura (como os livros-reportagem “Crônicas de Repórter” e “Leste Europeu, revolução ao vivo”, além da biografia de Roberto Marinho).
Em 2002, Pedro Bial começou a apresentar o programa Big Brother Brasil, versão brasileira do conhecido reality show. (Fonte: Pensador)
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