hora de acordar
Mostrando postagens com marcador hora de acordar. Mostrar todas as postagens

9 de abril de 2015

Sonhando antes de dormir

Fonte

Todas as noites, deitada da minha cama, esperando o sono chegar, sonho acordada. Imagino uma vida totalmente diferente. Uma vida que deveria começar com "Era uma vez..." e claro, terminar com "... felizes para sempre.".

Nesses momentos esqueço todos os problemas do dia, da semana, do mês, do mundo... É eu e minha imaginação, é a minha imaginação e eu. É uma hora em que posso ter o abraço e beijo do carinha que estou afim, dar o fora e falar "umas boas" com o carinha feioso que brincou comigo e quando posso escrever todos os textos e histórias que tanto crio na minha cabeça.

Não tem medo, não tem raiva, não tem inveja. É tudo tão perfeito que pego no sono tranquilamente. No outro dia, fico pensando em como posso alcançar aquela perfeição. Claro, calma, tenho a consciência que na vida real existem "as pedras", porém, tenho a ilusão de quando a gente alcança os nossos sonhos e objetivos os maiores problemas da vida se transformam em poeiras; partículas bem pequenas se comparando com a nossa felicidade.

Estou em busca disso: do alcance da minha felicidade, dos meus sonhos e objetivos. Dos meus problemas do tamanho de partículas.

Ah, e estou aqui também torcendo para a minha pessoa encontrar o que busco.

Ana Cristina Rocha

2 de janeiro de 2014

Esse ano eu quero... Esse ano eu vou...

 

Nesta época de ano novo, é o tempo em que todos querem mudar, fazer suas listinhas de planos e objetivos para seguir durante o novo ano que está entrando. As frases que todos mais escutam – e falam -, creio eu, são: "Esse ano eu quero isso", "Esso ano eu vou isso" "Esse ano será diferente!".

Não julgo ninguém, até porque eu faço isso, e acho até que todos estão certos. A virada de um ano pro outro não acontece nenhuma mágica, nenhum encanto, nada extraordinário. De 23:59 pra 00:00, o que muda apenas, é o calendário. Mas, acredito que essas comemorações e esse significado de mudança servem para renovar nossas energias e termos... sei lá, mais esperanças e força de vontade. Por isso, mesmo não ocorrendo mágicas, acho que estão certos, com uma condição...

Arrumando novas forças, podemos sim alcançar todas aquelas metas nos próximos 12 meses. Porém - olha a palavra chave - a maioria das pessoas, e digo isso por experiência própria, só sabem ficar falando o que vai fazer no ano  e colocar em prática mesmo... nada. Chegou o final do ano, novamente, e quais daqueles planos, metas, sonhos e objetivos a pessoa alcançou? Quais que chegou a colocar em prática? Chegamos então à condição: faça os planos, tenha as metas, mas aja!

Eu cansei de em todas as viradas repetir aquelas frases "básicas" citadas mais acima, e chegar dezembro... nada! Durante o mês de dezembro, fiquei analisando tudo que escrevi neste texto, e cheguei a uma conclusão que: quando mais coisas colocamos "na lista", parece que menos colocamos em prática e o que falta para mim, e para -pelo que parece- as outras pessoas também, é a atitude. A atitude de começar, continuar e acabar. O que falta é o agir!

Então, aí vai: esse ano eu vou mudar as coisas. A única coisa que quero esse ano é viver e achar a atitude de agir. Apenas isso, nada de listinhas quilométricas! Quero viver, deixar a vida acontecer, e com a atitude, com essa mudança que para alguém pode significar pouca coisa, eu vou conseguir começar, depois continuar e finalmente alcançar meus sonhos. Maaas, cada degrau de uma vez.

Oi, 2014!

Ana Cristina Rocha

23 de janeiro de 2013

Citando: "Felicidade Realista"


De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz. Não é tarefa das mais fáceis. A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica, a bolsa Louis Vitton e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.

É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Por que só podemos ser felizes formando um par, e não como ímpares? Ter um parceiro constante não é sinônimo de felicidade, a não ser que seja a felicidade de estar correspondendo às expectativas da sociedade, mas isso é outro assunto. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com três parceiros, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um game onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.

A autora: Martha Medeiros (1961) é gaúcha de Porto Alegre, onde reside desde que nasceu. Fez sua carreira profissional na área de Propaganda e Publicidade, tenho trabalhado como redatora e diretora de criação em vária agências daquela cidade. Em 1993, a literatura fez com que a autora, que nessa ocasião já tinha publicado três livros, deixasse de lado essa carreira e se mudasse para Santiago do Chile, onde ficou por oito meses apenas escrevendo poesia.

De volta ao Brasil, começou a colaborar com crônicas para o jornal Zero Hora, de Porto Alegre, onde até hoje mantém coluna no caderno ZH Donna, que circula aos domingos, e outra — às quartas-feiras — no Segundo Caderno. Escreve, também, uma coluna semanal para o sítio Almas Gêmeas e colabora com a revista Época.

Seu primeiro livro, Strip-Tease (1985), Editora Brasiliense - São Paulo, foi o primeiro de seus trabalhos publicados. Seguiram-se Meia noite e um quarto (1987), Persona non grata (1991), De cara lavada (1995), Poesia Reunida (1998), Geração Bivolt (1995), Topless (1997) e Santiago do Chile (1996). Seu livro de crônicas Trem-Bala (1999), já na 9a. edição, foi adaptado com sucesso para o teatro, sob direção de Irene Brietzke. A autora é casada e tem duas filhas. (Fonte:
Pensador)

Ana Cristina Rocha
© Só Mundo Meu
Maira Gall